Das imagens e textos que, abruptamente nascem,habitam nosso dentro e,tão inesperadamente como surgem,rasgam a carne e realizam o desejo de ser obra colocada no mundo para, agora, atormentar/fazer contato com outros...
23/04/2011
ESTAMOS FU…
23/03/2011
Poesia “Bocó” sobre o Amor
22/01/2011
AQUI
Fivelas, lacinhos e saltos. Brilhinhos nos olhos, perfume floral, cremes espantosos: chapinha é essencial.
Livings, salas e lavabos. Aromas agradáveis, uma fonte para enfeitar, detalhes impecáveis: mantenha a faxineira em seu lugar.
Jantares, festas e o chá. Mesas inimagináveis, porcelana de invejar, receitas admiráveis: coma pouco para não engordar (e cuidado com o que vai comentar).
Closets, sapateiras e espelhos. Dormitórios colossais, pijama igual para o casal, banheiros fenomenais: o nenê faz parte do enxoval.
Ansiedades, lágrimas e desejos. Sorrisos estratégicos, falsidade no olhar, pensamentos ‘maquiavélicos’: engula! Os sentimentos, aqui, não tem lugar!
09/01/2011
29/12/2010
SONETO
Chico Buarque
Por que me descobriste no abandono
Com que tortura me arrancaste um beijo
Por que me incendiaste de desejo
Quando eu estava bem, morta de sono
Com que mentira abriste meu segredo
De que romance antigo me roubaste
Com que raio de luz me iluminaste
Quando eu estava bem, morta de medo
Por que não me deixaste adormecida
E me indicaste o mar com que navio
E me deixaste só, com que saída
Por que desceste ao meu porão sombrio
Com que direito me ensinaste a vida
Quando eu estava bem, morta de frio