23/04/2011

ESTAMOS FU…

Pensei estar ficando paranóica demais ao supor que a introdução midiática do conceito de bullying, o caso Wellington e a recente disseminação (estratégica) de uma 'Difamação de Religiões' muçulmanas ligadas às recentes publicações que insinuam a existência do TERRORISMO no Brasil, faziam parte de um elaborado esquema político de moralização e domínio da consciência coletiva social brasileira ...
Que pena parece que não há nada de insano em minha especulativa 'cabeça'.
FICO COM o comentário de um amigo: "projetinho de USA" - como o que mais se aproxima do que penso sobre o caso do Rio que, para mim, foi encorajado pela mídia brasileira  e  seu repentista  marketing  do bullying  desde novembro de 2010.
E, TEMO MUITO o comentário de outra figura que declara: " queremos um país que só funciona com rédeas curtas e olhe lá..."  – certamente responde ao fato como deseja o poder legalizando o controle e a vigilância disfarçando-os de um falso e estratégico moralismo.
Um exemplo desta ‘catástrofe’ é o processo contemporâneo (evidente no governo paulista atual) em que, as políticas baseiam-se no processo de tornar os moralistas o próprio moralismo que, esvaziado de seu conteúdo e fundamentação, aplica-se à própria idéia de moral que, por sua vez, pode ser preenchida com a adesão imediata à atitudes e açoes relativas  ao conteúdo que a mídia e o ‘poder’ divulgam.
.A moral é, portanto, moralista; ainda mais:
É acrítica, porém julga; é cega, porém vigia; é ajustável, porém controla; é garantia da saúde e dos bons costumes, porém divide  e pune.
  A propagação desta ‘oca’ moral (moralismo) afirma protocolarmente  o modelo da vida coletiva para os que  ao  COLETIVO pertencem. Sem definição, a MORAL é qualquer coisa que deva ser propagada na dialética indivíduo-coletivo.
Extinta a possibilifafe crítica, esvaziada a consciência e o respeito à diversidade do outro  e submissa às informações e formações emitidas pela mídia e pelo poder governante…                           
A CONSCIÊNCIA COLETIVA É A ARMA CONTEMPORÂNEA!

LInks :
http://www.nerdssomosnozes.com/2011/04/wikileaks-governo-americano-esta.html


23/03/2011

Poesia “Bocó” sobre o Amor


O amor é torto,
diferente em cada peito,
vem de qualquer jeito...
Invade, rasga, domina.
O amor contamina.
Não tem cura, nem vacina.
Arrebata, arrepia, arrepende...
É fenda, fissura.
Fresta de luz, luz de festa.
O amor é alergia,
Afaga a pele: como dor, como alegria.
O corpo quer...
Deseja.
A boca xinga, berra...
Depois beija.
A língua dança, se enrola...
Saliva.
O amor é agua na boca...
Apetite.
È coisa louca.
Rima chavão,,,
 Achar-se pavão e,
de mão dada,
desfilar na calçada.
O amor é nó na garganta,
é sem garantia...
Salto no escuro.
É vencer a covardia.
É absurda entrega absoluta.
Fingir calma quando rasga-se a alma
É aconchegar-se no peito,
dividir o leito,
acordar com medo.
É saber que te esperam...
Desespero.
O amor é mar bravio...
Falta...
Vazio.
É tecer a rede,
deitar na rede,
pescar com a rede.
É falar com a parede.
É desafio...
Desatino...
O amor é querer mandar no destino.
É não saber e,
ainda assim, crer.
É sofrimento e,
mesmo sabendo, crer.
O amor é escolher ter
e enfrentar o medo de perder.
É constante agonia.
É entrar numa fria.
Amor é cometer engano
e aprender o difícil perdão.
É fazer planos.
É o encontro com o não.
Amor é viver cantando.
É  o inevitável acabar chorando.
Amor é ter fé.
É imenso oceano.
É nadar onde não dá pé.
O amor não é...
Vai sendo...
a cada dia, todo dia.
Amor é seguir amando...

22/01/2011

AQUI

 

Fivelas, lacinhos e saltos. Brilhinhos nos olhos, perfume floral, cremes espantosos: chapinha é essencial.

Livings, salas e lavabos. Aromas agradáveis, uma fonte para enfeitar, detalhes impecáveis: mantenha a faxineira em seu lugar.

Jantares, festas e o chá. Mesas inimagináveis, porcelana de invejar, receitas admiráveis: coma pouco para não engordar (e cuidado com o que vai comentar).

Closets, sapateiras e espelhos. Dormitórios colossais, pijama igual para o casal, banheiros fenomenais: o nenê faz parte do enxoval.

Ansiedades, lágrimas e desejos. Sorrisos estratégicos, falsidade no olhar, pensamentos ‘maquiavélicos’: engula! Os sentimentos, aqui, não tem lugar!

29/12/2010

SONETO

Chico Buarque

Por que me descobriste no abandono
Com que tortura me arrancaste um beijo
Por que me incendiaste de desejo
Quando eu estava bem, morta de sono
Com que mentira abriste meu segredo
De que romance antigo me roubaste
Com que raio de luz me iluminaste
Quando eu estava bem, morta de medo
Por que não me deixaste adormecida
E me indicaste o mar com que navio
E me deixaste só, com que saída
Por que desceste ao meu porão sombrio
Com que direito me ensinaste a vida
Quando eu estava bem, morta de frio